sábado, 13 de maio de 2017

Duelo entre a Nordestina e o Paraense


 Adão Almeida
Minha amiga poetisa
Te convido a pelejar
Falando dessa cultura
Doce como rapadura
A cultura do meu Pará.

Lusa Silva
Então eu falo do nordeste
Das riquezas e Cultura
Terra de mulher valente
Sim senhor! E sem frescura
Cuidado seu cabra da peste!
Tu vai pegar uns bofetes
Por causa da rapadura.

A cultura do meu Pará
É diferente da nordestina.
Homem não apanha de mulher
E nunca se a mofina
Seus versos cansa o povo.
pois falta a boa rima,

Não é pondo defeito em rima
Que tu vai me intimidar
Vê se fala de Cultura
Das coisas boas do Pará
Pois triste será a tua sina
Das garras da nordestina
Tu corre pra não apanhar.

Não pus defeito em rimas.
Estou falando a verdade.
Vamos falar de cultura
E das suas diversidades.
Porque se não vão perceber.
Aí você vai perder
Para esse cordelista de verdade.

E se és um bom cordelista
Prove que sabe pelejar
Do contrário eu vou servir
Sarapatel em cuias de tacacá
Para aí com esta arenga!
E não esqueça que o tema
É o nordeste e o Pará.

Lusa eu conheço
O meu estado de cór
Aqui tem de tudo
Comidas típicas e carimbó
Diferente do seu estado
Que é uma lamúria só.

Cabra do quengo oco!
Não fale mal do meu sertão
Da riquíssima cultura
Da terra do rei do baião
De gente forte e valente
E para refrescar a mente
Não esqueça o Lampião.

Não falei de lampião
Estou frisando a cultura
Nordestino é esfomeado.
Só sabe comer rapadura.
Todos feios como você
Seu atestado de feiura.


Adão o que nos interessa
São as coisas boas de lá
Do milho que vira cuscuz
O xerém e o mugunzá
De coco se faz cocada
Do bode tem a buchada
Do mocotó caldo pra animar.

O Pará não fica atrás
Isso eu posso garantir!
temos maniçoba e tacacá
Cupu, bacuri e açaí
O que tu queres mais.
Sua cobra sucuri.


O meu orgulho nordestino
Foi maltratado e ferido
Adão você peça desculpas!
Por nos ter ofendido
Não somos esfomeados
Seu cabra despreparado
Respeite meu povo sofrido.


Quero agradecer a plateia 
Do meu Brasil verde amarelo. 
Adão foi o melhor
E a lusa foi pro farelo.

Vi que não trens argumentos
Só vive de confusão
Respeite esta cordelista
Que já perita em refrão
Pois os teus versos ralé
Jamais vence quem tem fé
Em Padre Cícero Romão.
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