sexta-feira, 12 de junho de 2020

Recado dos Santos festeiros





Hoje um santo passou aqui
Somente para avisar,
Que em tempos de pandemia 
Ninguém vai poder brincar,
E quem pensar em forró
Que reze e medite só,
Pra outros anos festejar. 

E no dia Santo Antônio
Santo bom casamenteiro
Não esqueça que São Pedro
Que é muito presepeiro
Pediu pra você pensar
Pra evitar justificar
Lá onde ELE é porteiro.

 E disse: se o São João
Alguém quiser festejar
Que faça uma festa em casa
Esse é o melhor lugar
Pode até fazer fogueira
E brincar a noite inteira
Sem de casa o pé arredar.

Os santos são muito bons,
Mas São Pedro não perdoa
E disse: tu ficar em casa!
Com os filhos e a patroa,
Pois esse comportamento
Dará um livramento
Pra viver aí de boa.

Improvise uma festinha
Na sala ou no quintal
Com o seu som ou a TV
Ame dance etc. e tal,
Mas não esqueça a oração
Para pedir proteção
E livrar-se desse mal.

Pois quem dessa escapar
Pode até soltar balão
E dizer que recebeu
De Deus a proteção,
E mesmo sem se gabar
Grite e diga irei brincar!
Cem anos de São João!
 Lusa Silva 12/06/2020
  
 

domingo, 10 de maio de 2020

O mundo não pode parar



É hora de usar o LOOM,
Mas antes de começar
Dei um mergulho no Google
Para me aperfeiçoar
Na busca pela perfeição
Encontrei a solução
E comecei a trabalhar.

E de um jeitinho bem simples
E também bem diferente
Produzi minha tarefa
Que pra mim foi excelente
E no meio dessa trincheira
Distraindo na brincadeira
Também criei um repente.

Vamos ficar confinados
Por causa desta Pandemia
Pois a coisa está feia
Credo em Cruz Ave Maria
Só não parem de estudar,
Para isso vamos usar
O lado bom da tecnologia.

Lusa Silva 



sábado, 9 de maio de 2020

O MITO DA CRIAÇÃO DO POVO GAVIÃO

 

A história que eu vou contar
Não fui eu que inventei
Para ter conhecimento
Eu juro que pesquisei
Fui à Aldeia dos Gaviões
E com os índios conversei.

Dizem que há muitos anos atrás
Na aldeia dos Gaviões
Existia uma pedra
Que causava inquietações
Era uma pedra barulhenta
Que passava informações.

Os pássaros curiosos
Começaram a observar
Conversando uns com outros
Tentando se aproximar
Bicando aqui, bicando ali
Tentando a pedra perfurar

Os pássaros de bico mole
Tentaram e não conseguiram
Chamaram os  de bico duro
Esses não desistiram
Fizeram ali uma reunião
E logo prosseguiram.

Chegou logo o Mutum
Esse era muito esforçado
Em seguida o papagaio
Corajoso e alvoroçado
Pediu ajuda ao periquito
Assim meio desengonçado.

Depois veio a dona arara
Que chegou toda barulhenta
Meteu o bico na pedra
E quase se arrebenta
Outros passaram também vieram
Pra furar a pedra marrenta.

Após muito sofrimento
Com muito custo à pedra rachou
Vejam só o que aconteceu
O primeiro ser humano apontou
Saiu gente pra todo lado
E uma tribo se formou.

Só não saiu mais gente
Porque o buraco estava ocupado
Como só podia sair de um por um
Alguém ficou entalado
A mulher com o bebê no ventre
Deixou o buraco fechado

Essa história é do povo Gavião
Um povo pequeno
Mas de grande coração
Que ama a natureza
E segue a tradição
Agradecemos aos leitores
Por sua compreensão


(Cordel produzido pelos alunos do 6ºD)



        O projeto "O mito da criação do povo Gavião em cordel" foi realizado pelos alunos do 6° ano D da Escola Paulo Freire, com a parceria da cordelista Lusa Silva.
Primeiro os alunos pesquisaram a história e após uma oficina de cordel, realizada por Lusa Silva, eles então criaram o cordel que conta a história do Mito de como surgiu o povo Gavião.
     Cada estrofe, cada verso e cada rima é o resultado de um trabalho feito ao longo de um período pautado no desenvolvimento da leitura e escrita!


Literatura de cordel também conhecida no Brasil como folheto, literatura popular em verso, ou simplesmente cordel, é um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos.Fonte Wikipédia


sábado, 25 de maio de 2019

Sarau Lítero musical


Um evento inesquecível
Quero parabenizar
Todos da escola Doralice,
E quem mais foi prestigiar
Pela a acolhida no SESC
Com o carinho Zhumar.

Deus, quanta felicidade
Sinto ao ver uma criança
Declamando poesias
 Surge um fio de esperança
 Uma luz no fim do túnel,
Dando sinal de bonança.

Ali com peito pulsante
Passou um filme na mente,
Lembrei da realidade
Da escola atualmente
Dos jovens sem esperança
Num mundo de desalento.

Muitos buscando por nada
Querendo até morrer
Drogas e desilusões 
Destruindo seu viver
Por falta de um simples gesto
Ou de um bom livro pra ler.

O professor é a fonte
Tem poder de transformar
Com seus ensinamentos
Pode o mundo mudar
Citarei como exemplo
Quem adoça o ensinar.

A Professora Luciane
Esmera em dedicação
Demonstra amor e zelo
Dentro da educação
E seu brilho até transborda
Ao lada de Vânia Mourão.

Vocês trazem esperança
De um mundo harmonioso
Conduzindo a juventude
De um jeito bem mimoso
Peço vida longa pra vocês
Ao Deus misericordioso.

 25/052019

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Marabá

Sou tua filha adotiva
Nascida do coração,
Por isso sou tão cativa
E cheia de gratidão.
Lusa silva

quinta-feira, 4 de abril de 2019

FARGÃO

Eu preciso confessar
Toda minha admiração
Por a bela vestimenta
Que tem o nome “FARGÃO”,
Algo assim com singeleza
Um esplendor de beleza,
Que causa em mim comoção.

Se antes de vê-la eu não fosse
Escritora de cordel
Juro que teria que ser,
Pra não virar Cascavel
E tentar envenenar
Meu jeito de invejar,
Que devia ser bem cruel. 


Lusa Silva
* FARGÃO: veste do Cordelista o que significa uma mistura de farda com gibão.
Nome criado pelos membros fundadores da: Academia Paraense de Literatura de Cordel – APLC 

domingo, 11 de novembro de 2018

Academia Paraense de Literatura de Cordel – APLC

A posse na Academia
É motivo pra agradecer,
Ser parte nesta história 
Mil vezes quero dizer 
Obrigada, muito obrigada!
Ao meu Deus e a você.


Hoje falo com palavras
Vindas do meu coração,
Garanto senti meu peito 
Transbordou de gratidão 
Nem sem como agradecer 
Quão grande é a emoção.

A Academia Paraense de

Literatura de Cordel
É algo inexplicável 
Um belíssimo tandel 
Melhor do que isto garanto 
Só se for festa no céu.

Escolhi para patrono

O Silvino Pirauá
Este é meu conterrâneo
Tenho orgulho em falar
Sei jamais serei igual,
Mas vale a pena tentar.

Em cordel é referência

Deixou o mais lindo legado
Além de criar sextilhas
E o martelo agalopado
Escreveu grandes obras
E merece ser lembrado.

Garanto para meus fãs

Que já fiz meu juramento
Por isto estou firme e forte
Com grande brilho na mente,
Porque escrever um cordel
É o que me faz ser contente.
 Literatura de Cordel 

Meu amor pelo cordel
Aflorou desde a infância
Sinto muita alegria
Ao mergulhar lembrança
Buscando aquelas histórias
Que lia quando criança.

Apesar de ter nascido
A escola não incentivou
Numa inversão de papéis
E ao invés de literatura
Falavam dos coronéis.

A sorte é que meu pai
Sempre me incentivou
Perdi a conta dos livretos,
Que ele me presenteou
Se hoje sou cordelistas,
Foi ele quem me ajudou.

O que não aprendi na escola
Tive o mundo para ensinar,
No ofício de professora
Sempre quis incentivar
E junto aos meus alunos
Aprendi cordelizar.

Garanto que doravante
Terei como missão,
Expandir nosso cordel
Com toda dedicação
Farei isso com a alegria
Vinda do meu coração.

 Lusa Silva
Para mais informações link👇
👉Fotos


As proezas do meu avô

Vô Bié e Ritinha sua mulher Velho honesto e trabalhador... Mas era ignorante igual seu  Lunga Zombava do curandeiro ao doutor Faz...